terça-feira, 13 de dezembro de 2011

VI Congresso Internacional de Estudos sobre a Diversidade Sexual e de Gênero

A diretoria da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH) divulgou a primeira versão da programação, as ementas dos eixos temáticos e a composição da comissão científica do VI Congresso Internacional de Estudos sobre a Diversidade Sexual e de Gênero da ABEH, que será realizado nos dias 1º, 2 e 3 de agosto de 2012, na Universidade Federal da Bahia, em Salvador, Bahia Brasil.

O tema do evento é Memórias, rumos e perspectivas dos estudos sobre a diversidade sexual e de gênero. As pessoas interessadas em apresentar trabalhos no congresso deverão enviar os resumos das propostas diretamente para os eixos, através do site www.abeh.ufba.br (novas informações serão postadas no www.abeh.org.br ). A submissão deverá ocorrer de 1º de fevereiro a 31 de março de 2012. Confira a programação, as ementas do eixos e quem faz parte da comissão científica no site da ABEH (http://www.abeh.org.br/).

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Para refletir sobre mulher e política

Mulheres e cidadania: uma reflexão*
                                                   
Profª Drª Marinete dos Santos Silva
Professora Associada LESCE/CCH/UENF

Coordenadora do Atelier de Estudos de Gênero - ATEGEN



No dia seis de outubro de dois mil e onze, a Rádio CBN do Rio de Janeiro, que faz parte do Sistema Globo de Rádio, veiculou em seu programa “Jornal da CBN” a notícia de que três mulheres negras haviam ganho o Prêmio Nobel da Paz. Três comentaristas dessa emissora – Arthur Xexéo, Viviane Mosé e Carlos Heitor Cony – que atuam no quadro intitulado “Liberdade de Expressão”, emitiram imediatamente  opinião contrária à decisão do Comitê do Nobel sob a alegação de que a divisão do Prêmio entre três mulheres havia ofuscado sua grandeza. O mais interessante é que no dia anterior havia sido divulgado o Prêmio Nobel de Medicina que igualmente contemplara três pessoas, no caso três homens – um canadense, um francês e um norte-americano. Não houve nenhum comentário sobre a perda de brilho da premiação pelo fato de ter sido dividida entre três pessoas. Disso concluímos que a divisão do Prêmio entre três homens brancos e ocidentais é perfeitamente cabível, mas que a divisão entre três mulheres negras de países não ocidentais é absurda. O que estaria por trás dessa incongruência?

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A homoparentalidade no Brasil


A Drª Daniela Bogado acaba de lançar seu novo livro "Famílias contemporâneas: as voltas que o mundo dá e o reconhecimento jurídico da homoparentalidade", abaixo segue uma pequena resenha da obra.

domingo, 23 de outubro de 2011

As mães entram em cena

 Depois de registrar somente na última semana pelo menos oito assassinatos de pessoas LGBT, as mães dessas pessoas resolveram entrar em cena criando a iniciativa "Mães Pela Igualdade" (clique no link para visitar o site),

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O Prêmio Nobel da Paz e as mulheres negras

Novamente Cony, Xexéo e Viviane Mosé dão bola fora. Os jornalistas e a "filósofa" criticaram a divisão do Prêmio Nobel da Paz entre três mulheres: a presidenta da Libéria Ellen Jhonson Sirleaf, a militante liberiana pela paz Leymah Ghowee e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman. Alegaram que a divisão do prêmio entre elas fazia com que o mesmo perdesse sua força e representatividade. Que coisa engraçada! O Prêmio Nobel de Medicina foi dividido entre um canadense, um francês e um norte-americano e ninguém falou absolutamente nada. Será que pelo fato de serem homens e brancos? Ser mulher e ainda por cima negra e proveniente de países pobres tem alguma coisa a ver com a avaliação feita por esses comentaristas? Tomara que não.

A lingerie da Gisele ou a "maria chuteira" sedutora

O comercial da Hope onde uma mulher de calcinha e soutien em atitude sedutora comunica ao marido que bateu com o carro dela ou que estourou o cartão de crédito anda causando polêmica. Condenado pela Secretaria Especial de Políticas para mulheres, foi, entretanto, absolvido pelos jornalistas Arthur Xéxeo, Carlos Heitor Coni e pela "filósofa" Viviane Mosé. No programa "Jornal da CBN" transmitido de segunda a sexta-feira de 6 às 9:30h da manhã e ancorado por Milton Young, eles foram unânimes em não ver "nada demais" no citado anúncio televisivo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Crimes homofóbicos

A homofobia continua a fazer novas vítimas. A Avenida Paulista foi palco da mais nova agressão noticiada contra homossexuais, entretanto há muitas outras ocorrendo neste exato momento e que não vem à público. O Brasil é um dos países líderes em assassinato de homossexuais, ficando bem próximo de países africanos. No país, segundo estudo do GGB (Grupo Gay da Bahia), em 2010, 260 gays e lésbicas foram assassinados, dando uma média de uma morte a cada 36 horas. Ainda segundo esse estudo, nos últimos cinco anos houve um aumento de 113% no número de assassinatos de homossexuais. Apenas nos três primeiros meses de 2011 foram 65 assassinatos. A realidade tende a ser muito pior, já que não há no Brasil estatísticas oficiais para crimes de ódio.